Atrasos e dificuldades do desenvolvimento
Atraso de fala, dificuldade escolar persistente, alteração de coordenação ou de comportamento que preocupa os pais ou a escola. A avaliação define se é variação do desenvolvimento ou se pede investigação.
Neurologia clínica
Atendimento neurológico a crianças e adultos. Abaixo estão as condições mais frequentes no consultório, agrupadas por área — mas sintomas neurológicos costumam se sobrepor, e a lista não precisa ser um filtro para procurar ajuda.
01 — Neurodesenvolvimento
A área que ocupa boa parte da minha prática hoje, sustentada pela pós-graduação específica em Transtornos do Neurodesenvolvimento. Avaliação de crianças, adolescentes e adultos.
Investigação diagnóstica com instrumentos estruturados, em crianças e em adultos que chegaram até aqui sem resposta. Orientação à família e encaminhamento à rede terapêutica.
Página dedicada Ver a página sobre autismoTranstorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade: desatenção, impulsividade, inquietação e dificuldade crônica de organização. Diagnóstico e tratamento em crianças e adultos.
Página dedicada Ver a página sobre TDAHAtraso de fala, dificuldade escolar persistente, alteração de coordenação ou de comportamento que preocupa os pais ou a escola. A avaliação define se é variação do desenvolvimento ou se pede investigação.
02 — Cefaleias
Dor de cabeça frequente não é "frescura" nem destino. Na maioria dos casos existe diagnóstico preciso e tratamento preventivo capaz de reduzir bastante a frequência das crises.
Com ou sem aura, episódica ou crônica. Tratamento da crise, tratamento preventivo e identificação dos gatilhos que se repetem na sua rotina.
Página dedicada Ver a página sobre enxaquecaA dor em aperto, dos dois lados, que aparece no fim do dia. Muito comum e muito subtratada — e frequentemente coexiste com enxaqueca.
Quando o remédio da dor passa a causar a dor. É uma armadilha silenciosa e frequente em quem tem enxaqueca — e tem saída, com plano e acompanhamento.
Dor súbita e muito intensa, dor que muda de padrão, que acorda à noite ou vem com febre, alteração visual ou fraqueza pedem avaliação sem demora.
03 — Memória e cognição
Nem todo esquecimento é demência, e nem toda demência é Alzheimer. A avaliação cognitiva estruturada separa o envelhecimento normal do que precisa de investigação — e existem causas reversíveis que só aparecem se forem procuradas.
A causa mais comum de demência. Diagnóstico com avaliação clínica, testes cognitivos e exames complementares, tratamento medicamentoso e orientação continuada à família.
Demência vascular, demência com corpos de Lewy, demência frontotemporal e formas mistas — quadros que exigem condutas diferentes entre si.
A faixa entre o normal e a demência, que merece atenção justamente por ser o momento em que mais se pode fazer.
Aplico no consultório instrumentos validados de rastreio e avaliação cognitiva, que transformam a impressão de "está esquecido" em um dado objetivo e comparável ao longo do tempo.
04 — Distúrbios do movimento
Alterações do movimento raramente aparecem de uma vez. Costumam começar discretas, em um lado do corpo, notadas primeiro por quem convive.
Diagnóstico clínico, início e ajuste fino do tratamento ao longo dos anos, e manejo dos sintomas que não são motores — sono, humor, intestino, pressão.
O tremor que aparece ao segurar o copo ou escrever, muitas vezes com história na família. É diferente do Parkinson e tem tratamento próprio.
Distonias, tiques, síndrome das pernas inquietas e movimentos involuntários que incomodam ou limitam o dia a dia.
05 — Epilepsia
Uma primeira crise assusta a família inteira e levanta uma pergunta imediata: vai acontecer de novo? Responder isso com método é o primeiro passo do tratamento.
Nem toda crise é epilepsia, e nem todo desmaio é crise. A descrição de quem viu vale ouro — se possível, leve um vídeo.
Escolha do medicamento conforme o tipo de crise, a idade e o perfil de cada paciente, com atenção a efeitos colaterais e a interações.
Orientação prática sobre sono, álcool, esportes, direção de veículos, trabalho, gestação e o que fazer durante uma crise.
06 — Doença cerebrovascular
O AVC é uma das maiores causas de incapacidade no Brasil — e também uma das mais evitáveis. Atendo tanto quem já teve um episódio e precisa de acompanhamento quanto quem quer reduzir o risco antes que ele aconteça.
Avaliação do risco individual e controle do que realmente pesa: pressão alta, diabetes, colesterol, fibrilação atrial, tabagismo, apneia do sono e sedentarismo. É a parte da Neurologia em que mais se ganha agindo cedo.
Seguimento após a alta hospitalar: investigação da causa, ajuste da medicação, prevenção do segundo episódio — que é o mais temido — e manejo das sequelas motoras, de fala, de memória e de humor, com encaminhamento à reabilitação.
O ataque isquêmico transitório traz sintomas de AVC que desaparecem sozinhos em minutos ou horas. Justamente por passar, costuma ser esquecido — quando é o alerta mais valioso que existe. Investigar rápido depois de um AIT muda desfecho.
Como reconhecer um AVC — e por que cada minuto conta. No AVC, o tratamento que salva o cérebro tem janela de tempo. Quanto antes a pessoa chega ao hospital, mais tecido cerebral se preserva. A regra prática mais divulgada no Brasil é a sigla SAMU:
Não espere para ver se melhora e não vá dirigindo. Anote a hora em que os sintomas começaram — é a primeira informação que a equipe do hospital vai pedir.
07 — Neurologia geral
Separar a tontura de origem neurológica da vestibular é o que define o tratamento certo — e evita meses tratando a coisa errada. Inclui vertigem posicional, tontura persistente e desequilíbrio associado a outras condições neurológicas.
Formigamento, dormência, queimação e fraqueza nas mãos e nos pés — inclusive a neuropatia associada ao diabetes. Investigação da causa e tratamento da dor neuropática, que costuma responder mal a analgésico comum.
Diagnóstico, acompanhamento clínico e manejo dos sintomas, em conjunto com os serviços de referência quando o tratamento exige.
Insônia persistente, sonolência excessiva durante o dia e comportamentos anormais durante o sono, do ponto de vista neurológico.
Fraqueza, alteração de sensibilidade, alteração de fala, visão dupla, desmaios e sintomas que ainda não têm nome — investigar é parte do trabalho.
Este site é informativo. Nenhum conteúdo aqui substitui a consulta médica. Diante de sintoma neurológico súbito — fraqueza ou dormência de um lado do corpo, dificuldade para falar, perda de visão, dor de cabeça súbita e intensíssima, ou crise convulsiva — procure um pronto-socorro imediatamente. Em emergência, ligue 192 (SAMU).
Vamos conversar
Se algum sintoma está preocupando você ou alguém da sua família, não precisa carregar isso sozinho. Me mande uma mensagem contando o que está acontecendo — a secretaria responde, esclarece as dúvidas sobre o atendimento e encontra o melhor horário para você.
Dr. Henrique Dircksen Melo — Neurologista · CRM-SC 20098 · RQE 17471 · Secretaria: segunda a sexta, das 8h às 18h